sexta-feira, 20 de agosto de 2010
As 20 melhores campanhas de mídia social de todos os tempos
Muito legal esse texto sobre as melhores campanhas! Nem conhecia todas, mas achei no mínimo curioso! E o mais legal: algumas são de 2006, quando, apesar de saber do crescimento das mídias sociais, nem imaginava que as utilizariam para isso!
Para mim, a que lembro que realmente mudou muito o cenário de campanhas nesses meios foi a do filme da Bruxa de Blair. Sensacional! Na época, muita gente foi assistir porque pensou que era verdade!
Enjoy it!
As 20 melhores campanhas de mídia social de todos os tempos
Indicação de @sidneioliveira (http://www.sidneioliveira.com.br)
Post sobre a coisa legal que não teve boa resolução...
Aeee, pessoas!
Pois é, vou acabar com a curiosidade... (até parece que ninguém tava conseguindo dormir por isso, ainda mais com um post depois do outro...rsrs).
Nessa semana, finalmente, fiz meu exame prático para tirar a habilitação, mais precisamente na quinta-feira, mas, infelizmente, não passei.
Bom, pra quem não sabe (o que acho difícil já que faz meses que estou no processo de "tirar a carta"), estava finalizando minhas aulas e, então, fiz meu exame!
Acordei mega cedo (às 5 da manhã para ser exata), cheguei até o ponto de encontro (antigo endereço da auto escola, já que ela se mudou porque vai fechar - que beleza!) e entrei em um dos carros que levariam os alunos (no qual fui apertada, afinal eram 4 meninas com muita roupa (porque estava mega frio!) onde só cabiam 3...
Enfim, fazer o quê já que eles pelo menos nos levam até lá... tive que ir rezando para não ter trânsito e minha perna não dormir ao ponto de não sentí-la mais...
Chegamos no local (Rua Princesa Isabel, altura do número 1.650 - Campo Belo. Sim, anotei porque acho mancada fazerem tanto mistério de algo tão besta!), por volta das 6:45 da manhã. mega frio, muita tensão e, claro, os comentários de quem pagou para passar no exame com as respectivas justificativas... enfim, nada contra, mas que fique claro que fui na raça (como a menina da auto escola me perguntou ao ligar para confirmar: "Mas você vai na raça?" e eu, paralisa de de surpresa com a cara-de-pau de alguém perguntar isso, respondi "Sim!").
Depois dos procedimentos normais (e de observar claramente o instrutor-mór da auto escola com uma mega grana na mão, entregá-la para o instrutor-junior e este sumir (para entregar para os caras do Detran, claro!), ficamos aguardando as ordens das auto escolas.
Foi engraçado observar a atitude das pessoas quando saiam do carro: se passavam saiam felizes, rindo sozinhas e tal; se não, saiam cabisbaixas, ombros curvados, afinal, dirigir um carro, querendo ou não, é sinal de liberdade. Mas não pensem que fiquei feliz em ver a desgraça alheia, é só que é mais uma prova de que o corpo realmente fala, como aprendi na faculdade.
Enfim, chegou minha vez, fui quase uma das últimas mas tava bem tranquila, de verdade! Acho que ficava mais nervosa na aula mesmo do que no exame porque meu instrutor ficava pegando no meu pé (ele faz aquele tipo que se acha, o cara que eu chamaria de "Mala"...rs).
Entrei no carro, tudo certo, parti (que era meu maior medo, porque errar já na saída seria sinônimo de provável fracasso) e foi tudo certo, até a maldita baliza!!! (Aqui uma pausa para reclamação: Meu Deus!!!! Para que que ainda colocam essa maldita baliza nos exames?? É só para reprovar mesmo! É ridiculo! Ninguém usa isso no dia-a-dia. Qualquer pessoa que vê um lugar para estacionar que seja uma baliza e não tenha taaanto espaço, já bate em retirada a procura de um lugar melhor, mas não, no Detran eles têm que deixar isso ainda! Aff! E, acreditem ou não, já achava tudo isso antes de não passar por causa disso...).
Pois é, fui reprovada pela baliza. Consegui fazer, mas ficou "longe". Ah, pelo amore! Mas fazer o quê, né?!
Agora é esperar mais 3 semanas, remarcar, pagar (R$ 130,00, que mancada!) e fazer de novo!
Mas é isso ai, a vida continua e, apesar do post parecer meio pesado, nem fiquei tão triste, não! De verdade, a única coisa ruim é demorar tanto para remarcar e ter que pagar a mais (e é necessariamente nesta ordem!).
Por enquanto, vou ter que contar com a carona do meu maninho e deixar meu carrinho na garagem quando meu maninho não quiser sair:
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| Nós 3 tirando o carro da concessionária. Que lindooo! |
Até mais, pessoas!
Abs,
De óculos
Aeeeeeee, gente!!
Esta semana foi bem agitada! Por bons motivos, mas infelizmente um deles não teve uma boa resolução... enfim, antes de fazer dramas, vamos falar das coisas boas!
Estava eu no sábado no shopping a procura de um óculos que realmente fosse a minha cara.
Já tinha experimentado váááários modelos, principalmente buscando um bom preço e os que tinham me agradado eram meio carinhos...
Então, quando já nem estava mais a fim de ver nenhum óculos, eis que entro na Fotótica e me deparo com este modelito aqui:
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| Do jeitinho que eu queria (tirando as plaquetas...) |
Ele era quase como sempre imaginei (como já tinha comentado em outro post, sempre quis usar óculos, apesar de isso parecer beem bizarro): vermelho e nada que pesasse no meu rosto. Então, encontrei este ai!!
Tirando as plaquetinhas (que ficam no nariz segurando o óculos),o resto é exatamente como sempre quis!
E, tcharan, peguei ele ontem, inclusive estou postando aqui neste momento usando-os...rs. Agora posso dizer que enxergo o mundo de outra forma!!
Não contente em tirar só uma foto do óculos, tirei uma dele no meu rosto, no mesmo dia em que o comprei:
Daí minha mãe comenta: "Mas filha, você tá muito séria nessa foto, nem parece você!", eu falo, "Tá bom, mãe... vou tirar uma rindo..."
E ai, está! Eu de óculos e rindo!!
Enfim, peguei ele ontem e já estou usando... dou umas tropeçadas, acho que o chão está mais perto do que na verdade está, ouço as pessoas falando: "Nossa, ficou muito bom em você" ou piadinhas (Claro!): "Nossa, agora você tá parecendo intelectual"...rs. O importante é: finalmente estou de óculos!!!
E, por favor, não me batam os que não curtem...
E essa foi minha saga do óculos, até aqui....
Hasta!!
Abs,
Aline - Chica
PS: Aha! Ficou curioso (a) com o que foi a outra coisa da semana que não teve uma boa resolução? Hein, hein?! Aguarde o próximo post....
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
The Mighty Mighty Bosstones - The Impression That I Get
Muito legal essa música! O som dela é contagiante!
Enjoy it!
Enjoy it!
domingo, 8 de agosto de 2010
Fazendo arte - Dia dos Pais
Oieee!
Lá estava eu há umas 3 semanas atrás pensando: "O que dar para meu pai?".
Algo bacana, útil, que ele curtisse muito e que, de preferência tivesse um toque meu e do meu irmão.
Foi então que "Tcharan", surgiu a resposta: "Porque não algo de scrapbook?". E, bingo!, achei a solução!
Materiais comprados, era só colocar a mão na massa! Mas fiquei com uma preguicinha ontem a tarde e peguei os materiais só pra dar uma olhada, ver se tinha ideias de por onde começar e, quando me dei conta, já estava terminando de montar um dos quadros e não consegui parar! Montei o outro também!
No fim, nem lembrava que tive sono e descobri uma coisa que eu adorooo fazer: colocar a mão na massa com recortes, colagens, adesivos, fitas, fotos, dando um toque personalizado e fazendo algo com carinho.
E, pronto, o resultado são esses dois quadros:
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| Quadro do meu irmão com fotinhos atuais (que meu pai não tinha) |
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| Quadro com minhas fotinhos atuais... |
E como a maioria das coisas é feita de detalhes, fotinhos dos detalhes dos quadros:
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| Esses óculos não são muito fofos? (Meu pai usa óculos, dele que herdei astigmatismo!) |
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| Não é a coisa mais fofa esse tabuleiro de xadrez?? Amei!!! |
Aeeeee, depois de pronto deu um mega orgulho! E já sei qual será o próximo!
Logo mais posto mais fotos deste meu novo passatempo!
Abs,
Escolhendo os óculos - Parte I
Olá, pessoas!
Estou aqui para compartilhar com vocês as fotinhos dos óculos que pesquisei e mais gostei até agora. Se puderem dar sua opinião, fiquem à vontade, se não, vale uma olhada: vai que você precise trocar de óculos (pra quem já usa) ou que precise usar óculos daqui a algum tempo? (Mas não desejo isso para vocês, então prefiro que só comentem me ajudando a escolher).
Eu, particularmente gostei do segundo e dos 2 últimos, mas minha amiga, por exemplo, acha que o primeiro é mais legal, porém infelizmente é muito caro...rs.
Bom, fiquem à vontade para dar opiniões ou simplesmente apreciar.
Abs,
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Lars e a Garota Real
Buenas, galera!
Acabei de ler o texto de uma colunista da Época que é simplesmente demais! Tanto pela indicação do filme quanto por toda mensagem que ela passa no texto. Segue ele na íntegra. Mega recomendo a leitura, de verdade, vale a pena!
Indicação da minha amiga japa Lucy.
Abs,
Aline - Chica
A boneca inflável de cada um
Será que precisamos destruir tudo o que é diferente?
ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da LendaA Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). (Artes e Ofícios),
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da LendaA Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). (Artes e Ofícios),
Lars mora na garagem da casa de seu irmão mais velho. Tem 27 anos, mas não gosta de sair, nem mesmo para tomar café coma família, apesar dos esforços quase acrobáticos de sua cunhada. Só sai para ir ao trabalho e à igreja. Mas um dia ele aparece na casa do irmão e avisa que vai trazer Bianca, sua namorada, para o jantar. Explica que, como ela é meio brasileira, meio dinamarquesa, não fala inglês. Bianca não caminha e precisa de uma cadeira de rodas, já que a sua foi roubada. Lars pergunta ainda se ela pode se hospedar na casa deles porque, como ambos são religiosos e solteiros, não acham certo ficar sob o mesmo teto. O irmão e a cunhada, que se preocupam com a solidão de Lars, ficam exultantes. Muito animados, arrumam o quarto de hóspedes e preparam o jantar. Em seguida, Lars aparece com a namorada. E eles descobrem que Bianca é uma boneca daquelas feitas sob encomenda para sexo.
Este é o enredo de um filme que pega a alma da gente pelo pescoço e bota ela no colo para um diálogo de delicadezas. Dirigido com sutileza pelo estreante Craig Gillespie e marcado por atuações excepcionais, foi quase ignorado pelo Oscar 2007 (apenas uma indicação para melhor roteiro original), passou meio batido pelos cinemas brasileiros aonde chegou com muito atraso no ano passado e agora pode ser encontrado em qualquer locadora. Acaba também de estrear na TV a cabo nos canais telecine. Como o título em português é muito, mas muito ruim (“A garota ideal”), a gente passa por ele nas locadoras ou na programação e pensa que é mais um daqueles filmes descartáveis meio abobados. Eu mesma passei por ele dezenas de vezes na prateleira da locadora sem uma segunda olhada. Só aluguei porque foi muito bem recomendado. Então assisti – e fiquei com vontade de ser rica para distribuí-lo pelas ruas como presente de utilidade pública. Como não sou, escrevo.
A grande história do filme é como a família, a médica e a comunidade da cidadezinha lidam com a suposta maluquice de Lars naquele inverno. Depois do jantar de apresentação, a cunhada sugere que Bianca possa estar estressada com tudo o que viveu nos últimos tempos. Deveriam levá-la a uma médica conhecida, que também é psicóloga, para um check-up. Depois de examinar Bianca com o estetoscópio e auscultar a situação com os olhos e os ouvidos, esta médica diz que não lhe parece que Lars tenha uma doença mental que o leve a uma internação. Do jeito dele, Lars leva a sua vida, trabalha e não machuca ninguém. Para ela, Bianca chegou por algum bom motivo. Lars criou Bianca para ajudá-lo a resolver um conflito. Quando o conflito for solucionado, Bianca poderá partir.
Neste caso, diz ela, o melhor a fazer é acolher Bianca. “Mas ela é uma fantasia”, diz o irmão. “Não”, diz a médica, “ela é real”. Está bem ali, na sala de espera do consultório. Para Lars ela é real – e este é o título traduzido do inglês (“Lars e a garota real”). “Mas vão rir dele”, retruca o irmão. A médica dá uma olhadinha e afirma: “E de vocês também”. Na manhã seguinte , o irmão não se contém e diz para Lars que Bianca “é só uma coisa de plástico”. Lars dá um sorrisinho, cochicha com Bianca e explica: “Bianca diz que Deus a criou assim para poder ajudar os outros”.
A partir deste momento, o filme conta como a cidade acolheu a Bianca de Lars. Ou melhor, como acolheu Lars. Embora a realidade dele parecesse bizarra para todos – e para cada um à sua maneira – não o julgaram. Apenas o acolheram. Esvaziaram-se de seus preconceitos para alcançá-lo, ainda que não pudessem entendê-lo. Não podiam entendê-lo nem ver o que ele via, mas podiam amá-lo. Em vez de destruí-lo porque não podiam entendê-lo, como acontece habitualmente, o amaram mais.
Se um Lars aparecesse perto de nós – e a verdade é que volta e meia aparece algum –, o mais provável seria enquadrá-lo no escaninho de alguma doença mental e dopá-lo. Antes da luta antimanicomial, os hospícios estavam cheios de gente parecida com Lars. Malucos, lunáticos, delirantes, loucos, fora da casinha. Gente que, mesmo não tendo nenhum traço de violência, nos perturba porque ouve vozes que não ouvimos, considera real o que para nós é fantasia, desafia nossa suposta normalidade. Gente que, com a sua diferença, nos perturba tanto que só conseguimos dar uma resposta violenta: a rejeição.
Dias atrás eu ouvia uma amiga contar sobre um primo que desde que perdera uma pessoa querida passara a se comunicar com ETs. Ele toca a sua vida, continua sendo um jovem doce, mas conversa com extraterrestres como se fossem velhos conhecidos. A família está perdida, sem saber o que fazer. Minha amiga está preocupada porque teme que ele perca os amigos, o emprego, a vida que construiu. Ao escutá-la, percebi que a angústia dela não se dava pelo fato de o primo conversar com ETs, ainda que não acredite que eles existam neste mundo. O problema é o que as pessoas ao redor farão com alguém que não faz mal para ninguém, mas jura conversar com alienígenas. O problema é a capacidade de destruição daqueles que acreditam em coisas aceitas como “normais” quando se descobrem diante de quem acredita em coisas consideradas “anormais”. Sejam elas uma boneca inflável ou um ET.
Talvez o primo da minha amiga converse com ETs pelo resto de sua vida, talvez um dia os ETs partam para outras galáxias onde existam outros garotos doces precisando ser escutados por criaturas verdes. Ou talvez o primo mande os ETs embora porque encontre alguém do próprio planeta para ocupar este lugar. O problema será, enquanto isso, sobreviver às pessoas que escondem seus ETs no armário.
É uma pena que precisemos tanto de julgamentos sobre o que é um comportamento normal ou não – sempre esquecendo que a “normalidade” muda conforme a cultura e o tempo histórico. Esquecendo também de olhar para a própria vida, com a honestidade necessária, para perceber que cada um de nós acredita em coisas muito estranhas e bizarras. Apenas que são coisas que mais gente também acredita. Este, aliás, é um exercício bem interessante, capaz de alargar os limites sempre estreitos de nossa tolerância.
É triste viver num mundo onde diante de qualquer diferença, mesmo que de opinião, seja preciso cair matando. Que gente tão insegura e pobre de espírito nos tornamos para temermos tanto aqueles diferentes de nós? Sempre que vejo alguém desqualificando um outro por suas ideias e suas crenças, fico pensando: será que esta pessoa tem uma vida tão sensacional que todas as outras precisam ser esculhambadas? Desconfio que seja exatamente o contrário. Não custa nada olhar para dentro e apalpar um pouco a matéria dos nossos dias antes de sair por aí cimentando regras para a vida de todos. Torço muito para que o primo da minha amiga não encontre gente que se sinta ameaçada pelos seus ETs. Mas sei que vai encontrar. E temo por ele.
Acho que, em alguma medida, temos todos nós ETs ou bonecas infláveis que nos ajudam na tarefa complicada que é viver. Especialmente quando esta tarefa fica muito difícil. Seria tão bom que conseguíssemos amar melhor e, mesmo ao ver os outros agarrados a ETs bem pequeninos, fôssemos capazes de deixar passar sem sacarmos nossas armas de extermínio. Quantas vezes não vemos gente bem próxima que está segura apenas por um fio à sua vida por causa de alguma tragédia ou mesmo de uma fragilidade maior diante das agruras do mundo. Em vez de escutar, aceitar e acolher, nosso comportamento habitual é sair logo cortando, com uma tesoura bem grande, o fio que aquela pessoa teceu com a maior dificuldade. E sem oferecer nada em troca para botar no lugar.
Estou bem cansada de gente que adora dizer, apoiada por sua metralhadora de certezas: “Fulano está perdido”. Ou “sicrano nunca conseguiu fazer nada decente na vida”. Ou, os que acham chique falar em inglês: “Beltrano é um loser”. Será que estes arautos do sucesso estão tão perdidos que pensam que se acharam na vida? Bem, talvez esta crença seja o único fio que os mantêm acima do abismo.
Estou bem cansada de gente que adora dizer, apoiada por sua metralhadora de certezas: “Fulano está perdido”. Ou “sicrano nunca conseguiu fazer nada decente na vida”. Ou, os que acham chique falar em inglês: “Beltrano é um loser”. Será que estes arautos do sucesso estão tão perdidos que pensam que se acharam na vida? Bem, talvez esta crença seja o único fio que os mantêm acima do abismo.
“Lars e a garota real” (ou “A garota ideal”), o filme, é uma fábula. Não por causa de Lars, mas por nossa causa. Naquela cidade as pessoas são muito melhores do que nós. De repente percebi, assistindo ao filme, que o mais estranho ali não era Lars e sua boneca, mas todos os outros. Porque, NESTA vida real, não há nada mais distante do normal, não há nada mais bizarro ou fora da casinha, do que gente que, em vez de julgar, catalogar e descartar aquele que é diferente, escuta, aceita e acolhe. Este – e não o de Lars – é o comportamento mais lunático do filme. Uma pena não para os Lars da vida, mas para todos nós.
(Eliane Brum escreve às segundas-feiras)
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI159556-15230,00-A+BONECA+INFLAVEL+DE+CADA+UM.html
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